UFAM
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima — Governo do Brasil

Proposta Orçamentária

Plataforma e Mobilização para o Cadastro Nacional de Empreendimentos da Sociobioeconomia

Instrumento: Termo de Execução Descentralizada (TED) — UFAM / MMA
Referência: ACT MMA nº XX/2025 — Processo nº 02000.004271/2025-26
Elaboração: Prof. Pedro Henrique Mariosa — INC/UFAM
Data: Fevereiro de 2026

1. Apresentação Institucional

1.1 A Universidade Federal do Amazonas e o Acordo de Cooperação Técnica

A Fundação Universidade do Amazonas (FUA), mantenedora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), celebrou com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) nº XX/2025, cujo objeto é o compartilhamento e a análise de dados estatísticos, econômicos e geográficos sobre cooperativas e associações localizadas na Amazônia Legal. O propósito central do acordo é subsidiar o desenho e a revisão de políticas, planos, programas, projetos, estratégias e sistemas federais na área de sociobioeconomia[1].

A gestão técnico-científica do ACT pela UFAM está sob responsabilidade do Instituto de Natureza e Cultura (INC), no Campus Universitário do Polo Alto Solimões, em Benjamin Constant (AM), região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Esta localização estratégica confere à equipe uma compreensão aprofundada das dinâmicas territoriais amazônicas e uma rede de contatos consolidada com comunidades, organizações de base e instituições parceiras em toda a Amazônia Legal.

Conforme a Cláusula Sétima do ACT, eventuais ações que impliquem repasse de recursos entre os partícipes serão viabilizadas mediante a formalização de instrumento específico. A presente proposta orçamentária destina-se a fundamentar a celebração de um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o MMA e a UFAM, instrumento previsto no Decreto nº 10.426/2020 e regulamentado pelo Decreto nº 11.531/2023, para a descentralização de créditos orçamentários necessários à execução das atividades aqui descritas[2][3].

1.2 A Rede Rhisa: Ciência, Tecnologia e Inovação para a Amazônia

A execução operacional desta proposta será conduzida pela Rede de Recursos Humanos e Inteligência para a Sustentabilidade da Amazônia (Rhisa), um ecossistema integrado de ciência, tecnologia, inovação, comunicação e inteligência de dados, vinculado à UFAM e com atuação em toda a Amazônia Legal.

A Rhisa foi concebida com a missão de integrar talentos, pesquisadores e empreendedores a soluções de inteligência aplicada, promovendo a inversão da subalternidade intelectual da Amazônia. Sua visão é tornar-se, até 2030, a principal rede colaborativa da região, conectando pessoas, instituições e conhecimento para catalisar a sustentabilidade socioambiental. A rede opera por meio de cinco dimensões especializadas e sinérgicas:

Tabela 1 — Dimensões da Rede Rhisa e suas contribuições ao projeto
DimensãoFoco de AtuaçãoContribuição para este Projeto
GPValora (Ciência)Pesquisa científica, formação de talentos e mentoria acadêmicaRigor metodológico na coleta e análise de dados primários
PROVALOR (Tecnologia)Desenvolvimento de plataformas digitais e soluções tecnológicasSuporte técnico à plataforma de cadastro e análise de usabilidade
INPACTAS (Inovação)Incubação e aceleração de negócios de impacto socioambientalConhecimento das redes de empreendedorismo comunitário
Agência RHISA (Comunicação)Divulgação científica e comunicação estratégicaProdução de conteúdo, campanhas e articulação com redes
DataB (Dados)Inteligência de dados, análises de mercado e geoprocessamentoMonitoramento de indicadores, dashboards e relatórios analíticos

Essa estrutura multidimensional permite à Rhisa oferecer uma resposta completa ao desafio de engajamento proposto: desde a produção de materiais de comunicação e a articulação com redes territoriais, até a operação de uma central de cadastramento assistido e a geração de relatórios analíticos sobre o progresso da mobilização. A experiência acumulada em projetos de pesquisa, extensão e consultoria junto a comunidades tradicionais, cooperativas e associações na Amazônia Legal confere à equipe a legitimidade e a capilaridade necessárias para a execução bem-sucedida desta iniciativa.

2. Contexto e Justificativa

2.1 O Plano Nacional de Sociobioeconomia

O Plano Nacional de Sociobioeconomia constitui um dos eixos temáticos do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), elaborado no âmbito da Estratégia Nacional de Bioeconomia, instituída pelo Decreto nº 12.044, de 5 de junho de 2024. A sociobioeconomia é uma abordagem que enfatiza a inclusão social, a valorização dos conhecimentos tradicionais e a participação de grupos historicamente marginalizados nas cadeias produtivas baseadas em recursos biológicos[4].

2.2 Os 25 Territórios Prioritários

O MMA definiu 25 territórios prioritários para a fase de arranque da implementação do Plano Nacional de Sociobioeconomia, distribuídos em diferentes biomas brasileiros, com ênfase na Amazônia Legal. Estes territórios concentram uma diversidade de arranjos produtivos comunitários e representam os espaços onde a intervenção coordenada pode gerar maior impacto.

Mapa dos 25 Territórios Prioritários da Sociobioeconomia

Figura 1 — Mapa dos Núcleos da Sociobioeconomia nos 25 territórios prioritários (Fonte: MMA/SBC)

2.3 O Desafio de Mobilização

Conforme diagnóstico do próprio ACT, os empreendimentos comunitários que sustentam as economias da sociobiodiversidade enfrentam lacunas informacionais significativas. Nesse contexto, a execução do Formulário de Cadastro de Empreendimentos Comunitários da Sociobioeconomia nos 25 territórios prioritários é uma ação estratégica e urgente. A mobilização para o preenchimento deste formulário exige uma abordagem que combine alcance massivo com assistência personalizada, dada a realidade de conectividade limitada e baixa familiaridade digital de parte significativa do público-alvo.

3. Objetivo Geral

Implementar um plano integrado de desenvolvimento de plataforma, sensibilização, mobilização e cadastramento assistido para ampliar o número e a qualidade dos registros de empreendimentos comunitários na plataforma da sociobioeconomia, com foco nos 25 territórios prioritários, a fim de subsidiar a fase de arranque do Plano Nacional de Sociobioeconomia.

4. Estratégia de Engajamento e Mobilização

4.1 Público-Alvo (Quem Mobilizar)

A mobilização do Cadastro Nacional priorizará três segmentos estratégicos:

1
Redes de Economia Solidária: Com ênfase em redes lideradas por mulheres e arranjos territoriais que já organizam produção e comercialização (ex: Rede Feminista de Economia Solidária, Rede Xique-Xique, fóruns regionais).
2
Associações e Cooperativas: Incluindo organizações de base comunitária e da agricultura familiar que estruturam cadeias produtivas e o acesso a políticas públicas (ex: cooperativas agroextrativistas, associações de manejadores, colônias de pescadores).
3
Empreendimentos de Impacto Socioambiental: Startups, negócios sociais, incubadoras e habitats de inovação que apoiam a organização produtiva, o desenvolvimento de tecnologia social, a rastreabilidade, o acesso a mercados e a gestão.

4.2 Estratégia (Como Mobilizar nos 25 Territórios)

A estratégia seguirá um funil de engajamento em três etapas:

Alcance (Topo do Funil)

Divulgação e ativação de "portas de entrada" territoriais

Interesse (Meio do Funil)

Triagem e pré-cadastro simplificado

Qualidade (Fundo do Funil)

Cadastramento completo e assistido

4.3 Metodologia de Mapeamento e Abordagem

O mapeamento das redes em cada um dos 25 territórios seguirá uma metodologia de quatro passos: (1) Preparação e Taxonomia, definindo categorias e a planilha de controle; (2) Desk Research Territorial, identificando um mínimo de 3 "portas de entrada" por território; (3) Validação Rápida, contatando as portas de entrada para confirmar a atuação e obter indicações locais; e (4) Mobilização e Conversão, com contatos periódicos e agendamento de reuniões para iniciar o cadastramento assistido.

5. Metas e Indicadores de Desempenho (KPIs)

O monitoramento da execução será orientado por indicadores quantitativos e qualitativos, aferidos quinzenalmente pela equipe de Coordenação de Dados e Monitoramento. A tabela a seguir apresenta as metas projetadas para cada cenário orçamentário:

Tabela 2 — Metas e indicadores de desempenho por cenário
IndicadorProposta 1 (5 meses)Proposta 2 (8 meses)
Cadastros primários (leads)2.000 a 3.0003.500 a 5.000
Cadastros completos1.500 a 2.0002.500 a 3.500
Taxa de conversão (primário → completo)≥ 65%≥ 70%
Territórios com cobertura ativa2525
Relatórios analíticos produzidos10 (quinzenais)16 (quinzenais)
Nota metodológica: A taxa de conversão de ≥ 65% (Proposta 1) e ≥ 70% (Proposta 2) reflete a expectativa de que o cadastramento assistido — com mobilizadores em campo e equipe digital de suporte — eleve significativamente a qualidade dos registros em comparação com um modelo exclusivamente digital. A Proposta 2 projeta taxa superior em razão do tempo estendido de atuação dos mobilizadores e dos incentivos territoriais.

6. Detalhamento dos Territórios Prioritários e Redes Potenciais

A seguir, apresentamos uma análise detalhada dos 25 territórios prioritários, com a identificação de potenciais redes, organizações e atores que servirão como "portas de entrada" para a mobilização.

6.1 Bioma Amazônia

Tabela 3 — Territórios prioritários do Bioma Amazônia e redes potenciais
TerritórioBioma/RegiãoTipos de Atores (Portas de Entrada)Observação Prática
1Alto SolimõesAmazônia (AM)Organizações indígenas (OGM, CAPI); Colônias de pescadores (Z-20); IFAM/UFAM; Incubadoras (INPACTAS); Secretarias municipaisPriorizar articulação transfronteiriça. WhatsApp e rádio são fundamentais.
2Cruzeiro do SulAmazônia (AC)Cooperativas agroextrativistas; Associações de produtores; IFAC/UFAC; SEBRAE local; Secretarias de produçãoForte cooperativismo. Planejar agendas presenciais periódicas.
3PurusAmazônia (AM)Associações ribeirinhas/extrativistas; Organizações indígenas; ATER (IDAM); Secretarias; Projetos socioambientaisComunicação curta e apoio ao preenchimento. Baixa conectividade.
4Juruá-TeféAmazônia (AM)Organizações de manejo/pesca (Coletivo do Pirarucu); Cooperativas; IDSM; ICMBioCruzar com diálogos setoriais (Pirarucu, Açaí).
5MadeiraAmazônia (AM/RO)Cooperativas por cadeia (castanha, açaí); OCB/Unicafes estaduais; UFAM, UNIR, EMBRAPAEstratégia interestadual AM/RO com pontos focais.
6Ji-ParanáAmazônia (RO)Unicafes/RO e cooperativas locais; EMATER-RO; Incubadoras; Secretarias de agriculturaBom território para porta de entrada cooperativista.
7Rio Branco-BrasiléiaAmazônia (AC)Redes extrativistas (Observatório da Castanha); Associações de seringueiros; SEBRAE-AC; UFAC/IFACPriorizar fronteira. Estratégia híbrida online/presencial.
8AripuanãAmazônia (MT)Associações comunitárias; Sindicatos rurais; SEMA-MT; Incubadoras regionaisInterior com acesso difícil. Mobilização via rádio/WhatsApp.
9CaracaraíAmazônia (RR)Organizações indígenas/comunitárias; Cooperativas; UFRR/IFRR; Redes de economia solidáriaAtenção à conectividade e custos de deslocamento.
10MazagãoAmazônia (AP)Associações de extrativistas; Cooperativas; UNIFAP/IFAP; SEBRAE-AP; Redes de mulheresFocar em lideranças locais para capilaridade.
11MacapáAmazônia (AP)Habitats de inovação; Incubadoras; UNIFAP; Redes setoriais (açaí); SecretariasUsar eventos e redes sociais institucionais.
12Salgado-BragantinaAmazônia (PA)Associações pesqueiras/agro; Cooperativas; UFPA/IFPA; Órgãos ambientaisConectar com Belém para apoio logístico.
13SantarémAmazônia (PA)Cooperativas agroextrativistas (TURIÚNA); Associações de pesca; UFOPA; SecretariasForte potencial para cadeias de pesca e floresta.
14MarajóAmazônia (PA)Associações comunitárias; Cooperativas de açaí/palmito; Redes de mulheres; ATER localInterior remoto. Mobilização assistida é crítica.
15AltamiraAmazônia (PA)Organizações territoriais indígenas; Cooperativas (CACAU XINGU); UFPA; Iniciativas de restauraçãoTratar subterritórios com pontos focais específicos.
16CametáAmazônia (PA)Associações/cooperativas; Redes de economia solidária; UFPA/IFPABoa articulação por cadeias (açaí, pescado).
17Belém (RM)Amazônia (PA)Redes setoriais (açaí, castanha); PCT Guamá; UFPA, UEPA; Governo estadualHub de articulação para todo o Pará.
18Manaus (AM Central)Amazônia (AM)UFAM, UEA, INPA; Jaraqui Valley; Secretarias de estado; Redes setoriaisHub de articulação para o Amazonas.

6.2 Biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica

Tabela 4 — Territórios prioritários dos Biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica
TerritórioBioma/RegiãoTipos de Atores (Portas de Entrada)Observação Prática
19Bico do PapagaioCerrado/Amazônia (TO/MA)Movimentos rurais (quebradeiras de coco); Cooperativas AF; Fóruns EcoSol; UFT/IFTOEstratégia interestadual TO/MA. Cadeias do babaçu.
20Médio MearimCerrado (MA)Cooperativas AF; Fóruns territoriais; UFMA/IFMA; SecretariasPriorizar compras públicas (PAA, PNAE) e cadeias locais.
21Montes ClarosCerrado (MG)Cooperativas/associações; Redes EcoSol; Unimontes; SEBRAE-MGPonte com cadeias do Cerrado (frutos nativos).
22Serras da BahiaCerrado/Caatinga (BA/MG)Redes territoriais; Cooperativas; ATER; UFOB, UNEB, IF BaianoTerritório híbrido: adequar linguagem e canais.
23Ilhéus-ItabunaMata Atlântica (BA)Cooperativas de cacau/chocolate; Redes EcoSol; UESC; SecretariasOperar com eventos regionais e mídia local.
24CaririCaatinga (CE/PB)Redes EcoSol; Cooperativas; IFCE/IFPB; UFCG/URCA; Parques tecnológicosFoco em interiorização e inclusão produtiva.
25SeridóCaatinga (RN)Redes de mulheres/agroecologia (Rede Xique-Xique); Cooperativas; IFRN; SEBRAE-RNConectar com redes de economia solidária do RN.
Redes transversais (aplicáveis a todos os territórios): Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Sistema OCB, Unicafes, Anprotec e Enimpacto podem funcionar como "abridores de portas" quando o contato local é difícil.

7. Visão Geral dos Orçamentos

O projeto global está organizado em três componentes orçamentários distintos e complementares. Para cada componente, apresentamos duas versões: Orçamento 1 (Enxuto), focado no essencial para a entrega dos resultados, e Orçamento 2 (Completo), que amplia o escopo, o prazo e o impacto do projeto.

Tabela 5 — Quadro-resumo dos três componentes orçamentários
ComponenteDescriçãoOrçamento 1 (Enxuto)Orçamento 2 (Completo)
1. Desenvolvimento da PlataformaCriação e implementação da plataforma digital para o cadastro e visualização dos dados.R$ 120.000,00R$ 180.000,00
2. Engajamento e MobilizaçãoEstratégia de campo e digital para sensibilizar, mobilizar e assistir no cadastro.R$ 380.000,00R$ 800.000,00
3. Manutenção da PlataformaCustos anuais de hospedagem em nuvem, suporte técnico, atualizações e melhorias.R$ 250.000,00 / anoR$ 290.000,00 / ano
TOTAL GERALR$ 750.000,00R$ 1.270.000,00
Nota: A sugestão da Secretária Nacional de Bioeconomia, Carina Mendonça Pimenta, de hospedar a plataforma no Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) será avaliada. Caso se concretize, os custos do Componente 3 (Manutenção) poderão ser revistos, dependendo do modelo de responsabilidade operacional a ser definido.

8. Detalhamento do Orçamento de Engajamento e Mobilização (Componente 2)

8.1 Proposta 1 — Cenário Essencial: R$ 380.000,00

Este cenário garante a entrega dos resultados fundamentais em 5 meses de execução, com uma estrutura robusta de coordenação, equipe digital e mobilizadores em todos os 25 territórios.

CategoriaItemDetalhamentoValor (R$)
A. Pessoal280.000,00
Coordenação Geral1 profissional × R$ 7.500/mês × 5 meses37.500,00
Coord. Comunicação e Mobilização1 profissional × R$ 6.000/mês × 5 meses30.000,00
Coord. Dados e Monitoramento1 profissional × R$ 5.000/mês × 5 meses25.000,00
Equipe Digital — Bunker5 profissionais × R$ 1.500/mês × 5 meses37.500,00
Mobilizadores Territoriais25 profissionais × R$ 2.000/mês × 3 meses150.000,00
B. Serviços55.500,00
Impulsionamento de Redes SociaisR$ 3.000/mês × 5 meses15.000,00
Consultoria em Social MediaR$ 2.500/mês × 5 meses12.500,00
Consultoria Análise PlataformaAvaliação técnica e recomendações (lump sum)15.000,00
Produção de Material de MobilizaçãoKits, cards, FAQ, textos para WhatsApp8.000,00
Produção de Conteúdo AudiovisualVídeos curtos e peças para redes sociais5.000,00
C. Operacional44.500,00
Deslocamentos e LogísticaPassagens e transporte para articulação territorial20.000,00
Diárias de CampoDiárias para equipe de coordenação em campo15.000,00
Comunicação e ConectividadeInternet, telefonia e ferramentas digitais9.500,00
TOTAL GERAL380.000,00

8.2 Proposta 2 — Cenário Ampliado: R$ 800.000,00

Este cenário expande a Proposta 1, com 8 meses de execução, equipe ampliada, e a inclusão de Seminários de Articulação Territorial e Incentivos Territoriais (apoio financeiro direto a entidades e capacitação em gestão), visando não apenas cadastrar, mas fortalecer as organizações de base.

CategoriaItemDetalhamentoValor (R$)
A. Pessoal468.000,00
Coordenação Geral1 profissional × R$ 7.500/mês × 8 meses60.000,00
Coord. Comunicação e Mobilização1 profissional × R$ 6.500/mês × 8 meses52.000,00
Coord. Dados e Monitoramento1 profissional × R$ 5.500/mês × 8 meses44.000,00
Coord. de Campo e Articulação1 profissional × R$ 5.000/mês × 8 meses40.000,00
Equipe Digital — Bunker6 profissionais × R$ 1.500/mês × 8 meses72.000,00
Mobilizadores Territoriais25 profissionais × R$ 2.000/mês × 4 meses200.000,00
B. Serviços122.000,00
Impulsionamento de Redes SociaisR$ 3.500/mês × 8 meses28.000,00
Consultoria em Social MediaR$ 2.500/mês × 8 meses20.000,00
Consultoria Análise PlataformaAvaliação técnica e recomendações (lump sum)18.000,00
Produção de Material de MobilizaçãoKits, cards, FAQ, textos para WhatsApp12.000,00
Produção de Conteúdo AudiovisualVídeos, podcasts e peças para redes sociais8.000,00
Seminários de Articulação Territorial3 eventos regionais de articulação com redes36.000,00
C. Operacional75.000,00
Deslocamentos e LogísticaPassagens e transporte para articulação territorial35.000,00
Diárias de CampoDiárias para equipe de coordenação e campo28.000,00
Comunicação e ConectividadeInternet, telefonia e ferramentas digitais12.000,00
D. Incentivos Territoriais135.000,00
Apoio Financeiro a Entidades25 entidades × R$ 5.000 (regularização documental, etc.)125.000,00
Capacitação em GestãoOficinas de gestão para entidades dos 25 territórios10.000,00
TOTAL GERAL800.000,00

8.3 Quadro Comparativo

Tabela 6 — Comparativo entre as duas propostas de engajamento
DimensãoProposta 1 (R$ 380 mil)Proposta 2 (R$ 800 mil)
Duração5 meses8 meses
Equipe de coordenação3 coordenadores4 coordenadores
Equipe digital (Bunker)5 profissionais6 profissionais
Mobilizadores territoriais25 (por 3 meses)25 (por 4 meses)
Seminários territoriaisNão incluso3 eventos regionais
Incentivos a entidadesNão inclusoR$ 5.000/entidade (25 entidades)
Capacitação em gestãoNão inclusoOficinas para 25 territórios
Meta de cadastros completos1.500 a 2.0002.500 a 3.500

9. Cronograma de Execução

9.1 Cronograma — Proposta 1 (5 meses)

O cronograma da Proposta 1 está organizado em quatro fases sequenciais, com sobreposição parcial entre as fases de mapeamento e cadastramento, otimizando o tempo disponível:

Tabela 7 — Cronograma de execução da Proposta 1 (5 meses)
FaseAtividadeEntregasM1M2M3M4M5
0Preparação: Alinhamento com MMA, definição de metas por território, montagem do kit de mobilização, estruturação do BunkerPlano final aprovado, kit pronto, Bunker montado
1Mapeamento e Ativação de Redes: Mapeamento rápido de redes por território, contato com lideranças, disparo em ondasMapa de redes, primeira onda de cadastros primários
2Cadastramento Assistido e Conversão: Operação diária do Bunker, acompanhamento semanal por territórioRelatórios quinzenais, cadastros completos crescendo
3Consolidação e Entrega: Checagem de qualidade, consolidação de resultados, relatório finalRelatório final, base organizada, recomendações
Tabela 8 — Detalhamento das fases da Proposta 1
FaseAtividadePeríodoEntregas
0Preparação: Alinhamento com MMA, definição de metas por território, montagem do kit de mobilização, estruturação do BunkerMês 1 (Sem. 1-2)Plano final aprovado, kit pronto, Bunker montado
1Mapeamento e Ativação de Redes: Mapeamento rápido de redes por território, contato com lideranças, disparo em ondasMeses 1-2 (Sem. 2-4)Mapa de redes, primeira onda de cadastros primários
2Cadastramento Assistido e Conversão: Operação diária do Bunker, acompanhamento semanal por territórioMeses 2-4 (Sem. 4-16)Relatórios quinzenais, cadastros completos crescendo
3Consolidação e Entrega: Checagem de qualidade, consolidação de resultados, relatório finalMês 5 (Sem. 17-20)Relatório final, base organizada, recomendações

9.2 Cronograma — Proposta 2 (8 meses)

A Proposta 2 amplia o cronograma para 8 meses, incorporando uma fase dedicada a incentivos territoriais e capacitação, além de estender o período de cadastramento intensivo:

Tabela 9 — Cronograma de execução da Proposta 2 (8 meses)
FaseAtividadeEntregasM1M2M3M4M5M6M7M8
0Preparação: Alinhamento, definições, kit de mobilização, Bunker, seleção de mobilizadoresPlano aprovado, kit pronto, equipe completa
1Mapeamento e Ativação: Mapeamento de redes, contato com lideranças, primeira onda de disparosMapa de redes, cadastros primários
2Cadastramento Intensivo: Operação plena do Bunker, mobilizadores em campo, seminários territoriaisRelatórios quinzenais, cadastros completos
3Incentivos e Capacitação: Apoio financeiro a entidades, oficinas de gestão, fortalecimento organizacionalEntidades apoiadas, relatórios de capacitação
4Consolidação e Entrega: Checagem de qualidade, relatório final, recomendações de continuidadeRelatório final, base consolidada, legado
Tabela 10 — Detalhamento das fases da Proposta 2
FaseAtividadePeríodoEntregas
0Preparação: Alinhamento, definições, kit de mobilização, Bunker, seleção de mobilizadoresMês 1 (Sem. 1-3)Plano aprovado, kit pronto, equipe completa
1Mapeamento e Ativação: Mapeamento de redes, contato com lideranças, primeira onda de disparosMeses 1-2 (Sem. 3-8)Mapa de redes, cadastros primários
2Cadastramento Intensivo: Operação plena do Bunker, mobilizadores em campo, seminários territoriaisMeses 3-6 (Sem. 9-24)Relatórios quinzenais, cadastros completos
3Incentivos e Capacitação: Apoio financeiro a entidades, oficinas de gestão, fortalecimento organizacionalMeses 5-7 (Sem. 17-28)Entidades apoiadas, relatórios de capacitação
4Consolidação e Entrega: Checagem de qualidade, relatório final, recomendações de continuidadeMês 8 (Sem. 29-32)Relatório final, base consolidada, legado

10. Condições de Contratação e Desembolso

A contratação dos serviços descritos nesta proposta será formalizada por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED), a ser firmado entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Fundação Universidade do Amazonas (FUA/UFAM), em conformidade com o Decreto nº 10.426/2020.

O cronograma de desembolso financeiro está estruturado em três marcos principais, visando garantir a segurança e o alinhamento entre a execução e o repasse dos recursos:

25%
Parcela 1

Liberada após a assinatura do TED, permitindo a mobilização inicial da equipe e as atividades preparatórias.

25%
Parcela 2

Liberada mediante a entrega e aprovação do Plano de Mobilização e Engajamento, com mapeamento completo das redes.

50%
Parcela 3

Liberada após a entrega do Produto Final: relatório consolidado, base de dados completa e demais entregáveis.

Tabela 11 — Cronograma de desembolso por parcela
ParcelaPercentualCondição de LiberaçãoValor (Proposta 1)Valor (Proposta 2)
1ª Parcela25%Assinatura do TEDR$ 95.000,00R$ 200.000,00
2ª Parcela25%Entrega do Plano de MobilizaçãoR$ 95.000,00R$ 200.000,00
3ª Parcela50%Entrega do Produto FinalR$ 190.000,00R$ 400.000,00
Total100%R$ 380.000,00R$ 800.000,00

11. Considerações Finais

Esta proposta foi elaborada com base na experiência acumulada pela Rede Rhisa e pela UFAM em projetos de pesquisa, extensão e consultoria voltados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia. A estratégia de engajamento aqui apresentada é fruto de um planejamento cuidadoso que considera as particularidades dos territórios prioritários, as limitações de conectividade e infraestrutura, e a necessidade de uma abordagem que combine escala com qualidade.

Ambas as propostas orçamentárias foram dimensionadas para garantir a cobertura integral dos 25 territórios prioritários e a geração de dados qualificados que subsidiem a implementação do Plano Nacional de Sociobioeconomia. A escolha entre o Cenário Essencial e o Cenário Ampliado dependerá da disponibilidade orçamentária e da ambição estratégica do MMA para esta fase de arranque.

Colocamo-nos à disposição para discutir os detalhes desta proposta e ajustá-la conforme as necessidades do Ministério.

12. Referências

  1. Minuta ACT e Plano de Trabalho MMA/SBC e UFAM — Processo nº 02000.004271/2025-26 (SEI nº 1949216). Documentação interna MMA.
  2. Brasil. Decreto nº 10.426, de 16 de julho de 2020 — Dispõe sobre o Termo de Execução Descentralizada. Disponível em: planalto.gov.br
  3. Brasil. Decreto nº 11.531, de 16 de maio de 2023 — Dispõe sobre convênios e contratos de repasse relativos às transferências de recursos da União. Disponível em: planalto.gov.br
  4. Brasil. Decreto nº 12.044, de 5 de junho de 2024 — Estratégia Nacional de Bioeconomia. Plano Nacional da Sociobioeconomia. Disponível em: gov.br/mma